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Samba e axé embalam ressaca de carnaval em Salamanca *

 

Embalados pelo ritmo quente do Brasil, responsável pela fama internacional de país alegre e de bem com a vida, brasileiros e estrangeiros caíram no samba, literalmente, (e também no axé), em Salamanca, na última segunda-feira, 11 de fevereiro, ocasião em que foi celebrada a ressaca de carnaval.

Mesmo com temperatura baixa nesta noite, em torno dos três graus, a animação e o calor humano foram garantidos e contribuíram para uma longa festa, iniciada na noite de segunda-feira e só concluída nas primeiras horas de terça-feira, exatamente às 8 da manhã.

Paulistas, baianos, pernambucanos, goianos, cearenses, etc. etc. foram os anfitriões do baile para um grupo seleto de estrangeiros, em especial, europeus e asiáticos, motivados em conhecer o gingado latino e, sobretudo, o rebolado brasileiro. No primeiro momento, eles apenas acompanham, sem participar, mas após alguns minutos ou até horas, entram no clima, ainda que sem muito jeito, ou melhor, sem o “nosso” jeito, jeitinho. Mas, tudo bem, afinal, o que vale é se divertir!

Ao som da banda Swing Brasil, dança, riso e paquera tomaram conta dos presentes. No decorrer do show, distribuição de camisas (espécie de abadás), com a expressão: Made in Brasil (Feito no Brasil), o que nessas ocasiões intensifica o patriotismo e alegria de sermos um povo, decididamente, de bem com a vida. Detalhe: as blusas tinham que ser vestidas, a fim de identificar os provenientes do maior país da América Latina. Deste modo, além do remelexo verde-amarelo, ficou ainda mais fácil identificar os compatriotas, já que não é possível determinar esteriótipos. Afinal, devemos ser o povo mais “misturado” do mundo.

Para extravasar a adrenaliana e a tensão dos estudos, vez que a maioria dos brasileiros está cursando mestrados ou doutorados, houve quem fosse fantasiado, lembrando o costume de muitas cidades brasileiras, com destaque para Recife. Piratas, domésticas, mascarados, jogadores de futebol, religiosos, “negas malucas”, entre outros, deixaram de lado suas atribuições e caíram no melhor do samba. Ah! E para completar tinha ainda “brinde” de boas-vindas, tradicional caipirinha feita pela cearense Ellen.

Para a coreana Lin Shang, demasiada alegria a ponto de deixá-la encabulada e boquiaberta com tamanha sensualidade e passos inimagináveis, como o mexido das pernas, o gingado dos braços e a “abaixadinha”, comum em coreografias de Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e Babado Novo.

Mesmo longe de “casa”, é possível sentir que para acontecer uma festa, bem ao nosso estilo, basta somente reunir cinco ou seis compatriotas. O que dirá, então, 40 ou 50? Até o próximo carnaval...

* Texto publicado no Portal Acessepiauí, coluna Conexão.

http://www.acessepiaui.com.br/conexao.php   



Escrito por Alisson Dias Gomes às 15h48
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