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Pelo MUNDO...
 


 

UM OLHAR FEMININO SOBRE A VIDA E SOBRE O MUNDO

 

PALAVRA DE HONRA: PALAVRA DE GRAÇA

 

Este é um livro feminino e sem pudor.

 

O leitor, a leitora, vão entrar em contato com textos escritos por mãos experientes, que conhecem o ofício de escrever e que transmitem o olhar sensível e a experiência de uma mulher sobre o estar no mundo. E o faz sem medo de desnudar os seus sentimentos e o orgulho de ser mulher, título, por sinal, de um dos belos textos que compõem este volume.

 

Existem, sim, formas diferentes de se relacionar com o mundo através da escrita e o texto masculino, por mais sensível e sentimental que possa eventualmente ser, é diferente da forma com que a mulher expõe suas emoções, um modo de ver através da experiência subjetiva muitas vezes levada até à revelação dos profundos desvãos da alma. A escrita do homem é, na maioria das vezes, tendente à objetividade e, por isso, carente de uma forma em que sujeito e objeto se fundem numa única verdade, que caracteriza de modo mais freqüente os textos femininos.

 

A crônica é um gênero cujo valor literário foi discutido durante muito tempo e a opinião de parte da crítica era no sentido de que se tratava de jornalismo, e não de literatura, porque sua motivação era a vida diária, comentários sobre costumes e o dia-a-dia das pessoas em determinado momento. O aparecimento de grandes autores que a adotaram como forma de expressão mudou essa opinião e transformou a crônica num gênero literário cultuado em todas as épocas a partir dos primeiros anos do séc. XIX.

 

Maria das Graças Targino traz a público as suas crônicas e exibe o seu talento de escritora em fortes depoimentos que passam pela sua vida pessoal e também pela forma engajada com que se envolve nos acontecimentos do tempo em que vive.

 

São depoimentos fortes, jamais desprovidos de emoção, capazes de nos transmitir tristeza, decepções, alegrias e também a indignação da autora com os fatos que agridem a sua sensibilidade e lhe exigem participação.

 

Mesmo que afirme não ser feminista, Maria das Graças Targino participa da discussão sobre a condição da mulher nesta época de tantas mudanças que afetaram a vida, os direitos e todas as circunstâncias das mulheres em todo o mundo. A geração da autora é aquela que viveu, testemunhou e sofreu todas as transformações ocorridas na segunda metade do século XX e no princípio deste século em que estamos vivendo. O mundo nunca havia mudado tanto, em tão pouco tempo, quanto agora.

 

O livro se divide em três partes e a primeira é a mais intimista, pois nela a autora apresenta-se e fala de si mesma, da sua forma de ver o que se passa em sua volta e da aventura de viver. Na segunda parte, escreve sobre livros e filmes que marcaram sua sensibilidade e na última conduz o leitor em extraordinária viagem mundo afora. De suas inúmeras visitas a culturas e civilizações diversas, traz suas observações e reflexões sobre as pessoas que estão distantes, mas tão próximas de nós, comungando conosco as perplexidades diante da vida.

 

Acostumada ao método acadêmico, Maria das Graças Targino organizou seu livro expandindo-lhe os temas; tomando como ponto de partida seu universo pessoal e íntimo para, em crescendo, ultrapassar as fronteiras do seu país e chegar a lugares distantes.

Em todos os textos, no entanto, existe uma única e verdadeira mensagem, que ultrapassa a fronteira do Eu e se junta a toda a Humanidade em seu destino passageiro.

 

Esta é a viagem.

 

 

Prefácio por

Celso Japiassu

Escritor, poeta e publicitário, www.umacoisaeoutra.com.br



Escrito por Alisson Dias Gomes às 10h47
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ALEMANHA

 

O nazismo tem sido uma constante no meu ano. Estou terminando de ler mais uma obra que o traz como pano de fundo (La ladrona de livros). Outra que li (El niño del pijama de rayas) também abordava essa questão. E nessa semana fui ao cine ver Los Falsificadores, que conta a história de um judeu em específico, Sorowitsch (Karl Markovics), o rei dos falsificadores de moedas, capturado e obrigado a trabalhar para os nazistas para manter financeiramente a guerra. É! Já tinha muita vontade de ir à Alemanha, agora, mais que nunca... E quando for, no roteiro, alguma coisa (ou muita) daquela triste época. Tudo depois virará texto para o Acessepiauí. Acredito que essa aventura será lá para outubro, em boa companhia. Daqui para lá, continuaremos lendo e vendo para descobrir algo mais.

Escrito por Alisson Dias Gomes às 13h16
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Salamanca vista pelos olhos da noite

 

O sol tem se posto mais tarde, por volta das nove da noite. O dia está longo. Realmente bem mais longo do que muitos desejam. O rigoroso frio começa a ir embora, no entanto, ainda não é possível diminuir casacos e cachecóis A primavera começar a dar seus primeiros ares, as árvores começam a mudar, as chuvas passam a ser constantes e com elas o perambular de guarda-chuvas pela cidade. Agora, temos cinco horas de diferença com o Brasil, o que faz com que qualquer contato com a terrinha seja mais limitado, pois a diferença é considerável e nem sempre o parente, amigo ou companheiro pode falar na hora que se telefona ou se conecta a internet. 

Tudo está mudando, mas algo permanece do mesmo jeito, a beleza de Salamanca, seja com dias mais largos, seja com noites mais curtas. Hoje, especialmente, falemos da noite, que suprime o imponente sol e expõe a exuberância da lua. Ainda que não sejamos noctívagos, é impossível passar despercebido o charme desta pequena cidade espanhola diante dos potentes canhões de luzes artificiais, que valorizam desde muito longe, o que tem de melhor.

Todos os monumentos e pontos turísticos são evidenciados, como a Praça Maior, as Catedrais, as Pontes, o Palácio de Anaya, o Palácio de Monterrey, o Palácio de La Salina, o Convento das Dueñas, a Torre do Clavero, entre outros. Listar vantagens de um city tour noturno é tarefa fácil. Entre elas, menos barulho, já que praticamente não há gente e com elas seus típicos e diversos barulhos; menos carros, o que permite relaxar em relação ao trânsito; menos cachorros, o que evita pisar ou tropeçar nos caninos e em suas produções (fezes); menos assédio de vendedores e comerciantes, o que permite deter-se mais tempo diante das vitrines de lojas que chamam nossa atenção e, sobre tudo, menos turistas, o que possibilita mais tempo diante dos monumentos e, com isto, maior diversidade de fotos, em quantidade e estilo.

Além disto, à noite nos brinda por “expor” jovens arrumados, munidos com sua empolgação juvenil, cruzando ruas em direção a bares e discotecas, em busca de companhias para uma noite ou para toda a vida, sem contar naqueles que saem com a intenção apenas de olvidar horas de trabalho e estudo, relaxando nos prazeres que a noite proporciona.

É incrível, pois esta mesma sensação vivida em Salamanca se tem em Paris, quando a capital francesa se revela “outra” após o entardecer. Às vezes, enigmática, em outros instantes, cúmplice de sentimentos jamais repetidos... Para os amantes da noite, Salamanca é um paraíso de ruas estreitas, seculares e intimistas; becos tranqüilos e reveladores; praças conservadas, bares agitados e companhias solitárias, dispostas a conversas ou apenas olhares de saudação.

Ao mesmo tempo em que há gente por toda parte, não há ninguém em parte alguma. Todos, ou melhor, quase todos, estão de passagem. Alguns, por dias; outros, por meses e existem aqueles que por anos. Mas, o certo é que estão de passagem, renovando sempre o ar e a luz de Salamanca, como quando aquela velha lâmpada deixa de funcionar e somos obrigados a substituí-la por outra, potente e renovada. Assim é Salamanca vista pelos olhos da noite, potente e renovada.

 

 



Escrito por Alisson Dias Gomes às 13h00
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NAZISMO

Forte e apaixonante! Assim, defino o último romance que li. Trata-se de El niño del pijama de rayas, do escritor irlandês John Boyne. Em breve, em versão para o cinema. Conta a história do pequenino Bruno, de 9 anos, e sua família nos tempos de Hitler, na segunda guerra mundial.  Com pouca idade para entender tudo que está a sua volta, o menino alemão se refugia em seu próprio mundo, de criança, de inocência e não se dá conta do ocorre no campo de concentração de Auschwitz. Como pano de fundo, o nazismo e todas as suas atrocidades, sem detalhes minuciosos e atenção a datas e acontecimentos, a história se desenrola de maneira leve e dinâmica. A amizade com Shmuel faz com que ele embarque numa aventura sem preceder o que pode acontecer... E aí está o ponto alto do livro. Breve e reflexivo!



Escrito por Alisson Dias Gomes às 19h18
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Porto: a outra “cara” de Portugal

Chegar à cidade do Porto ou Oporto, como é conhecida em diversos países da Europa, é maravilhoso seja de carro/ônibus ou de avião. Segunda cidade de Portugal, nascida a princípios do século XII e cuja origem está ligada aos celtas, a cidade mais importante da região norte do país brinda aos visitantes desde os primeiros instantes, momentos maravilhosos. Em especial, diante das últimas luzes do entardecer do dia, quando se aprecia da janela do avião o serpentear do Rio Douro e o desembocar no Oceano Atlântico ou da janela do ônibus a imensidão das pontes sob o resplandecente rio. 

Com eficiente e interligado serviço de transporte é possível percorrer a cidade e os pontos turísticos mais relevantes por meio de metrô, ônibus, bondes e funiculares. E o melhor de tudo é que o bilhete permite uso conjugado com outros meios, desde que seja utilizado dentro de uma hora. Isto é, após usar o metrô se pode usar o ônibus sem ter que pagar nova passagem. Deste modo, é possível ir a Torre dos Clérigos, a Sé Catedral, a Igreja de São Francisco, ao Museu do Vinho do Porto, a Casa da Música, ao Estádio Dragão, ao Mosteiro da Serra do Pilar, entre outros lugares, pagando muito pouco.

E para nós, brasileiros, ainda existem outras vantagens, como a facilidade do idioma e a simpatia do povo português, em sua maioria, receptivo, o que contribui para circular com extrema facilidade pelos cantos e becos de Porto. Fora que é impossível sair para passear e não se deparar com um ou mais compatriotas. Os brasileiros estão por toda parte, literalmente, o que contribui para que na cidade seja possível encontrar, pelo menos, 20 opções de restaurantes com nossa culinária e, pelo menos, 10 opções de bares e discotecas com nossas músicas e danças. No entanto, se a intenção é conhecer mais de Portugal, ou melhor, a outra cara do país, já que assim como acontece no Brasil de existir rivalidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, lá também ocorre entre Lisboa e Porto, o aconselhável é fugir das tentações verde-amarelas e mergulhar na cultura dos lusíadas.

Andando pelas ruas centrais de Porto, encontram-se belos jardins e monumentos em homenagem a grandes personalidades, momentos históricos e a profissionais. Na Avenida dos Aliados, que leva a Câmara Municipal, tendo ao seu percurso sedes de importantes bancos, encontra-se uma estátua em tamanho humano de um jornaleiro, ideal para a “festa” dos visitantes, ainda mais aqueles amantes de comunicação.

Em Porto, o turista deve incluir no itinerário a Igreja e Torre dos Clérigos, com direito a subida a torre, a mais alta de Portugal com seis andares e 76 metros. Lá em cima, é possível ter visão privilegiada de toda a cidade. Além disto, é imprescindível fazer calmamente o passeio de Cais de Gaia, zona de intensa visitação, onde se encontram as caves de vinho das famosas marcas do Porto e área na qual é possível degustar maravilhas.

Quanto à gastronomia, deliciosos pratos da culinária portuguesa seduzem os visitantes a cometerem o pecado da gula, como as Tripas à moda do Porto, prato histórico e que remonta à altura dos descobrimentos portugueses, e a infinidade de pratos de bacalhau, como o Bacalhau à Gomes de Sá e o Bacalhau a Braga. Tudo, é claro, devidamente acompanhado de um bom cálice de vinho.

Porto é isto e muito mais!

 

Matéria publicada no Portal Acessepiauí - Coluna Conexão: www.acessepiaui.com.br 



Escrito por Alisson Dias Gomes às 18h59
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FILMES

 

Semana de preparação para prova. Com isso, não deu para “devorar” mais nenhum romance nestes dias. A não ser deter todas as atenções (e energias) no livro: Métodos Cuatitivos de Investigación em Comunicación, de Juan José Igartua. De todo modo, para descansar um pouco, afinal ninguém é de ferro, cinema na área. Dois filmes: En el punto de Mira e Cometas en el Cielo (O Caçador de Pipas). Excelentes!

 

O primeiro (En el punto de Mira), bem americano, grande produção, tem como cenário de fundo a Plaza Mayor de Salamanca, símbolo da cidade e orgulho do país. Na história, o presidente dos Estados Unidos viaja a Espanha para conferência numa cumbre sobre a PAZ. Em meio à multidão, alguém atenta contra sua vida. A história contada através de oitos pontos de vistas é dinâmica, eletrizante e conduz a um final surpreendente. Um verdadeiro quebra-cabeça que só tem sua última peça encaixada ao final.   

 

Sem dúvida está entre os melhores filmes que já vi na vida. Espectacular! Emocionante! Humano! Desses filmes, que lhe faz chorar e pensar na vida. Em TUDO!!! No rumo que estamos dando e principalmente nos valores que enaltecemos. Adaptado ao cinema do romance do genial Khaled Hosseini, Cometas en el cielo centra sua história da amizade de Amir (Khalid Abdalla / Zekiria Ebrahimi) e Hassan (Ahmad Khan Mahmoodzada). Incrível! FILME IMPERDÍVEL!!!

 

 

 

Khaled Hosseini - Autor dos livros: O caçador de Pipas e A cidade do Sol



Escrito por Alisson Dias Gomes às 09h22
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Texto muito bom sobre um tema que precisa ser cuidado com muita atenção pelo governo brasileiro. E urgentemente!!!

 

ELIO GASPARI

O Brasil precisa começar a deportar


Peter Collecott, o embaixador de Sua Majestade britânica, precisa se acautelar. Duzentos anos depois de sua primeira visita ao Brasil, Lord Strangford está armando encrencas com Pindorama. Só pode ser dele a idéia de criar juntas de triagem para os nativos que desejam visitar o Reino Unido. Do jeito que as coisas estão, de cada cem brasileiros que compram passagem e descem no aeroporto de Londres, três são deportados. Em 2006 foram 4.985, conforme revelou o repórter Rafael Cariello.
Lord Strangford foi um craque. Arrancou de d. João 6º um tratado que, entre outras coisas, deu aos ingleses residentes na terra o privilégio de serem julgados por tribunais formados por compatriotas. Agora ele quer criar juntas inglesas para julgar brasileiros em aeroportos brasileiros. Deve ser mágoa das chicotadas que levou de um estribeiro de d. Carlota Joaquina.

Os acordos firmados pelos governos das duas nações dizem que os brasileiros não precisam de visto para entrar na Grã Bretanha, nem os ingleses para vir para cá. Como há milhares de nativos interessados em entrar na Inglaterra, ou em outros países da Europa, em busca de trabalho e sem a devida documentação, os governos se protegem. A polícia dos aeroportos faz a triagem no olho e pede provas de que o viajante não está mal intencionado. Essas exigências variam de país para país e vão da passagem de volta ao comprovante da reserva de hotel, passando por dinheiro no bolso e até demonstração do propósito da viagem. As sentenças dos guardas são quase sempre irrecorríveis e, às vezes, néscias.

É direito dos ingleses, espanhóis e europeus em geral recusar o ingresso de estrangeiros. Quanto a isso, nada há a fazer. Nada mesmo? Talvez haja. Basta criar um sistema de reciprocidade. Quando um avião da British Airways descer em Guarulhos, pede-se aos passageiros que mostrem reserva de hotel, passagem de volta e uma quantia em dinheiro vivo. Não tem? Volta, mesmo que seja um físico a caminho da Argentina para uma palestra. Pode-se fazer o mesmo com o vôo seguinte, da Iberia. Por cortesia, os deportados ficariam sempre num patamar equivalente à metade dos brasileiros punidos.

Se esse remédio parecer radical, o Itamaraty pode informar aos embaixadores Collecott e Peidró Conde, da Espanha, que a reciprocidade só será aplicada em 2009. Até lá, ingleses e espanhóis que não estiverem com a papelada em ordem serão convidados a assinar a seguinte declaração: "Cheguei a este aeroporto sem os documentos necessários para atender as exigências que o governo do meu país impõe aos brasileiros. Em nome das boas relações entre os dois povos, solicito, pela presente, que seja dispensado desse procedimento." Assinou, fica. Não assinou, volta.

Lord Strangford ameaça restabelecer a necessidade do visto. Se esse for o único caminho, nada a fazer, pois é preferível ser obrigado a solicitar o carimbo dos ingleses (exigindo a mesma coisa deles) do que ser tratado como vagabundo, ou vagabunda, por polícia de aeroporto. Em tempo: por mais que os europeus azucrinem os brasileiros, nada os aproxima da inépcia dos serviços consulares americanos. Eles exigem que os nativos peçam visto e avisam que a demora para marcar uma entrevista está em 109 dias no Rio de Janeiro. A espera em Pequim é de 15 dias, e em Buenos Aires, de dois.



Escrito por Alisson Dias Gomes às 16h56
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DOIS NOVOS LIVROS

 

Eu sou o mensageiro

 

Ed Kennedy, 19 anos, taxista. Filho de um pai morto pela birita e de uma mãe amarga, ranzinza e mal educada. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados (Ritchie, Mark e Audrey). Tinha tudo para ser um perdedor. Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe.

 

Neste incomum romance de suspense, Markus Zusak, autor do best-seller A Menina que Roubava Livros (próximo a ser comentado aqui), nos fornece essas respostas bem aos poucos, ao longo de suas ¡¡¡¡¡ páginas, até o último instante. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e... só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz. Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de AUTOCONHECIMENTO. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro.

 

FICHA TÉCNICA

Título: Eu sou o mensageiro

Autor: Markus Suzak

Editora: Intrínseca  

Ano: 2007
Número de páginas: 320

 

* O livro acima nos foi dado pelo competente jornalista e grande amigo Ubiracy Sabóia. Muito obrigado!

 

Tannöd, el lugar del crimen 

 

Ainda hoje, o afastado casarão dos Danner en Tannöd (Alemanha) é conhecido como o casarão da morte. Na região da Bavária, em tempos densos dos anos 50, após a segunda guerra mundial, se produziu um cruel assassinato a golpes de machado de uma família que vivia numa finca do campo solitária. Gente estranha e anti-social, mas que ainda assim provocou comoção e medo nos moradores da região. Os corpos sem vida dos Danner, pais, filha e netos (uma menina e um menino), assim como da empregada que neste dia por primeira vez tem acesso à casa principal foram encontrados por campesinos, que estranharam a ausência deles em hábitos da comunidade, como celebrações religiosas e passeios no parque. Quem da comunidade poderia ser capaz de tamanha brutalidade?

 

Tannöd é um excelente romance de suspense e também o nítido retrato de uma sociedade que vive com seus próprios demônios históricos, sociais e religiosos. No decorrer da leitura, nos aproximamos dos detalhes da família assassinada, através dos relatos dos vizinhos, estimulados pelas perguntas da narradora, a oferecer suas opiniões (e, por conseguinte, seus julgamentos) sobre os Danner, uma família que oculta segredos silenciados durante muito tempo.  

 

FICHA TÉCNICA
Título: Tannöd, el lugar del crimen

Autora: Andrea Maria Schenkel

Editora: Destino

Ano: 2008

165 Páginas



Escrito por Alisson Dias Gomes às 08h36
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Samba e axé embalam ressaca de carnaval em Salamanca *

 

Embalados pelo ritmo quente do Brasil, responsável pela fama internacional de país alegre e de bem com a vida, brasileiros e estrangeiros caíram no samba, literalmente, (e também no axé), em Salamanca, na última segunda-feira, 11 de fevereiro, ocasião em que foi celebrada a ressaca de carnaval.

Mesmo com temperatura baixa nesta noite, em torno dos três graus, a animação e o calor humano foram garantidos e contribuíram para uma longa festa, iniciada na noite de segunda-feira e só concluída nas primeiras horas de terça-feira, exatamente às 8 da manhã.

Paulistas, baianos, pernambucanos, goianos, cearenses, etc. etc. foram os anfitriões do baile para um grupo seleto de estrangeiros, em especial, europeus e asiáticos, motivados em conhecer o gingado latino e, sobretudo, o rebolado brasileiro. No primeiro momento, eles apenas acompanham, sem participar, mas após alguns minutos ou até horas, entram no clima, ainda que sem muito jeito, ou melhor, sem o “nosso” jeito, jeitinho. Mas, tudo bem, afinal, o que vale é se divertir!

Ao som da banda Swing Brasil, dança, riso e paquera tomaram conta dos presentes. No decorrer do show, distribuição de camisas (espécie de abadás), com a expressão: Made in Brasil (Feito no Brasil), o que nessas ocasiões intensifica o patriotismo e alegria de sermos um povo, decididamente, de bem com a vida. Detalhe: as blusas tinham que ser vestidas, a fim de identificar os provenientes do maior país da América Latina. Deste modo, além do remelexo verde-amarelo, ficou ainda mais fácil identificar os compatriotas, já que não é possível determinar esteriótipos. Afinal, devemos ser o povo mais “misturado” do mundo.

Para extravasar a adrenaliana e a tensão dos estudos, vez que a maioria dos brasileiros está cursando mestrados ou doutorados, houve quem fosse fantasiado, lembrando o costume de muitas cidades brasileiras, com destaque para Recife. Piratas, domésticas, mascarados, jogadores de futebol, religiosos, “negas malucas”, entre outros, deixaram de lado suas atribuições e caíram no melhor do samba. Ah! E para completar tinha ainda “brinde” de boas-vindas, tradicional caipirinha feita pela cearense Ellen.

Para a coreana Lin Shang, demasiada alegria a ponto de deixá-la encabulada e boquiaberta com tamanha sensualidade e passos inimagináveis, como o mexido das pernas, o gingado dos braços e a “abaixadinha”, comum em coreografias de Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e Babado Novo.

Mesmo longe de “casa”, é possível sentir que para acontecer uma festa, bem ao nosso estilo, basta somente reunir cinco ou seis compatriotas. O que dirá, então, 40 ou 50? Até o próximo carnaval...

* Texto publicado no Portal Acessepiauí, coluna Conexão.

http://www.acessepiaui.com.br/conexao.php   



Escrito por Alisson Dias Gomes às 15h48
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PRAZER

 

Ler é algo que realmente faz bem a alma. Tenho me descoberto um amante dos livros. Nossa! Que companhias! Cada vez, que chego ao fim, vejo como é bom viajar no mundo das letras. Sem dúvida, momento de encontro consigo. Estou lendo de quase tudo. Sugestões:

 

Caçador de Pipas (Cometas en el cielo) – Extraordinário! O melhor livro que já li na vida. O autor, Khaled Hosseini, é genial. Incrível sua capacidade de descrição e envolvimento com o leitor. A cada página um revelar surpreendente e envolvente. Impossível permanecer distante, ainda que tenha como cenário de fundo, o longínquo e sempre conflitante Afeganistão, descrito por ele de maneira humana em seus romances. Algo capaz de comover até os mais duros.

 

A Cidade do Sol (Mil soles esplendidos) – Forte e realista! Na mesma linha do romance anterior, que o projetou para o mundo e o fez vender milhões de livros, Khaled Hosseini expõe nesse livro uma das relações mais bonitas entre os seres humanos: AMIZADE. Algo extremamente presente em minha vida. Na verdade, algo que me faz ser assim: FELIZ!

 

A Fantástica volta ao Mundo – Irreverente e curioso! Ideal para descansar e viajar sem sair de casa. Escrito pelo competente Zeca Camargo, acompanhamos 16 destinos (pelo mundo) frutos de uma aventura televisiva. Muito bom para conhecer mais sobre a cultura dos outros (curiosidades não faltam!). Leve e bem diagramado, o livro pode ser “devorado” em duas semanas.



Escrito por Alisson Dias Gomes às 17h43
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Universidade de Salamanca: pólo de pensamento do mundo

 

Ao lado das universidades de Bolonha (Itália), Oxford e Cambridge (Inglaterra) e Sorbornne (França), a Universidade de Salamanca (USAL) é uma das mais antigas do mundo. Na Espanha e, sobre tudo, na Península Ibérica foi à primeira, tendo sido fundada no ano 1.218, pelo rei Afonso X, com a categoria de Estudo Geral, denominação dada por conta da diversidade de disciplinas ensinadas.

Desde a sua fundação até os dias de hoje, muitas mudanças ocorreram e fizeram com que a Universidade se tornasse umas das mais importantes, em especial devido à incorporação e desenvolvimento de novos ramos do saber. Na atualidade conta com mais de 35 mil alunos divididos em Ciências Humanas, Ciências Sociais e Jurídicas, Ciências Experimentais e Ciências da Saúde. Estudantes de toda parte do mundo vêm aqui em busca de ampliar conhecimentos e obter títulos, que lhes garantirão ascensão profissional em suas carreiras e projeção no mundo acadêmico. E muitos brasileiros se enquadram nesse segmento.   

Salamanca, enquanto cidade, tornou-se popular na Europa, na América e na África, em razão de sua Universidade. Daí porque em algumas circunstâncias ao se falar da cidade se remeter, de imediato, a Universidade. Por seus espaços de formação, passaram importantes pensadores, como: Frei Luis de León, Francisco de Vitoria (precursor do Direito Internacional, junto com Hugo Grocio), Martín de Azpilcueta (economista responsável pela descrição do fenômeno da inflação), Tomás de Mercado (pioneiro da análise econômica), Fernando de Rojas (autor de La Celestina), Hernán Cortés (conquistador do México), Ambrosio de Morales (humanista e arqueólogo), Abraão Zacuto (grande astrônomo judaico que foi conselheiro dos reis de Portugal) e tantos outros.

Segundo historiadores, entre muitas questões pioneiras em diversos ramos do saber, coube ao claustro da Universidade de Salamanca discutir a viabilidade do projeto de Cristóvão Colombo e as conseqüências que adviriam da veracidade de suas afirmações. Uma vez “descoberta” a América, na USAL se discutiu sobre o direito dos indígenas a serem reconhecidos com plenitude de direitos pessoais, algo revolucionário para a época. Além disto, nos espaços da instituição também se analisaram, por primeira vez, de forma sistematizada, os processos econômicos e, com maior afinco, se procedeu ao desenvolvimento da Ciência do Direito. Talvez, daí porque tantos brasileiros venham hoje em dia aprofundar-se nas áreas jurídicas. Aliás, o campo das Ciências Sociais e Jurídicas é o que abrange maior número de estudantes. Ao todo, 11.380.

E no tocante a dados, a USAL impressiona. Em termos físicos, são 12 campos, 25 centros docentes, 17 faculdades, cinco escolas universitárias, três escolas técnicas superioras, 10 centros tecnológicos, oito institutos de pesquisa, etc. etc. No que concerne ao corpo docente são 2.453 professores e pesquisadores, entre doutores e catedráticos, e em termos de pessoal administrativo são 1.252 funcionários. Em razão de tudo isto, é oferecida ampla gama de cursos, tanto de graduação quanto pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado). Só para citar mais dois dados, na instituição espanhola estudam 1.351 estrangeiros e são ofertados 99 programas de doutorado.

Sem dúvida, a Universidade de Salamanca é hoje, ou melhor, se mantêm até hoje, como uma das instituições universitárias mais prestigiadas da Europa. Sonho de estudo para muitos brasileiros, argentinos, chilenos, peruanos, colombianos, etc. etc.

 

Texto publicado no Portal Acessepiauí, coluna Conexão.

http://www.acessepiaui.com.br/conexao.php

 

 



Escrito por Alisson Dias Gomes às 17h37
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American Gangster

 

Ontem, fui ao cine. Opção maravilhosa para coroar uma semana de adaptação. Vi um filme muito bom. Outro, por sinal! Tenho tido sorte nas minhas escolhas. American Gangster. Longo, sim. 167 minutos, mas nada monótono, o que faz com que o tempo passe voando e não seja, jamais, inimigo do cinéfilo. Fui sozinho. Raro fazer isso, mas sem companhia, não se pode tornar impedimento. Ultima sessão: 11 da noite, “horário normal”, segundo os padrões espanhóis. Depois satisfação por ter visto mais um grande produção americana. E o que mais me fascina na sétima arte é a capacidade de adaptar histórias reais ao mundo mágico das salas escuras.

 

Sinopse

 

Ambientado na Nova York da década de 1970, o longa mostra a trajetória de Frank Lucas (Denzel Washington), o maior gângster que já existiu na cidade. À frente dos negócios de seu ex-chefe, conhecido como "Bumpy" (Clarence Williams III), ele vai até o Vietnã, em plena guerra contra os EUA, atrás de matéria-prima para vender a heróina mais pura e barata encontrada no mercado norte-americano, concorrendo diretamente com a máfia italiana. Baseado em sólidos valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar sua incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local. Paralelamente a isso, o policial Richie Roberts (Russell Crowe), que há tempos vem sofrendo na polícia de Nova York no combate ao crime organizado, por ser um policial honesto dentro de um departamento totalmente corrupto, começa a se dar conta de que algo está mudando no dia-a-dia das ruas da cidade. O encontro inevitável entre os dois fará com que inesperadamente unam forças para limpar a cidade dos malfeitores, sejam eles bandidos ou policiais.



Escrito por Alisson Dias Gomes às 09h07
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Atrações e encantos da grandiosa pequenina Salamanca*

 

Salamanca, cidade espanhola da comunidade de Castela e Leão, com área de 38,92 km² e população em torno de 165 mil habitantes, é conhecida em todo o mundo por ser um dos pólos de educação mais atuantes e vibrantes da Europa. Em especial, por conta da vida cotidiana se centrar em sua famosa e prestigiada universidade, na alegria cosmopolita e poliglota dos seus visitantes e na Praça Maior, edificada entre 1729 e 1755, centro e símbolo da identidade deste povo.

            Destacada por sua riqueza monumental, haja vista dispor de obras de distintas épocas, como Idade Média, Renascimento, Período Clássico e Barroco, Salamanca brinda ao visitante ou morador construções de tamanha beleza, como as Catedrais, o Palácio de La Salina, o Palácio de Anaya, o Palácio de Monterrey, a Casa das Conchas, o Convento das Dueñas e a Torre do Clavero. Tudo conservado e devidamente protegido, contando com o apoio da população local que “vigia” a atitude e o comportamento dos estrangeiros que aqui chegam.

Visitantes, em grande quantidade, ao longo de todo o ano, principalmente na Semana Santa (uma das mais tradicionais do país), e oriundos de muitas partes do mundo vêm a Salamanca para temporada de estudos, breve ou longa, ou para desvendar os encantos desta secular cidade. O turismo está entre as principais atividades econômicas na atualidade, ao lado das indústrias de curtumes e cerveja. Inclusive, a cidade dispõe de excelente infra-estrutura, com hotéis para todos os estilos e bolsos. Vale ressaltar ainda que foi escolhida Capital Européia da Cultura em 2002 e tem o seu centro histórico declarado Patrimônio da Humanidade desde 1988.

Aos que chegam à certeza de que serão felizes, como decantam outros que por aqui passaram, viveram e voltaram aos seus países de origem. E sem dúvida ingredientes para a felicidade existem, como acesso a cultura e a informação e boas condições de vida, no tocante a custos baixos para moradia e alimentação, principalmente quando comparada a outras cidades, como Madri e Barcelona. Além disto, a preservação dos hábitos locais e, por conseqüência, da cultura espanhola, proporciona ao recém-chegado conhecer melhor como pensam, agem e celebram a vida e suas tradições.

Neste sentido, é oportuno ressaltar ainda que o contato com nativos, acostumados a lidar com pessoas de outras nacionalidades, é diferente. De maneira geral, receptivo e desprendido, seja porque estão mais familiarizados com tanta gente de distintos lugares ou porque naturalmente são mais abertos que catalães, bascos e galegos.

Deste modo, comumente se escuta entre os “forasteiros” que só não é feliz em Salamanca quem não quer, pois só depende de cada um se incorporar a realidade desta grandiosa cidade e procurar fazer dela seu próprio canto.

 

* Texto publicado no Portal Acessepiauí, coluna Conexão.

http://www.acessepiaui.com.br/conexao.php    



Escrito por Alisson Dias Gomes às 08h45
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Agora ou Nunca     Ahora o Nunca

 

Vi um filme no fim de semana passada que me deixou muito feliz. Trata-se de Ahora o nunca (título em espanhol), com Jack Nicholson e Morgan Freeman. Os dois estão sensacionais. Aliás, como sempre. Mensagem simples e direta: seja feliz e faça uma lista de “objetivos-metas” que deverão ser cumpridas ainda em vida. Mesmo com uma temática forte (doença e morte), o filme é leve. Bom para descansar a cabeça e pensar na vida...   

 

                  Sinopsis

 

Carter Chamber (Freeman), padre de familia y mecánico de profesión, se pasó su vida trabajando, sin embargo de joven había hecho una lista con todas las cosas que quiera hacer en la vida. Sus responsabilidades y la vida hicieron que esa lista quedara en el olvido. Edward Cole (Nicholson), por su parte, es una millonario empresario que la única lista que vislumbro en su vida era la de sus próximas adquisiciones. De pronto, ambos se encuentran compartiendo habitación y una enfermedad terminal, que les hace replantearse su vida. Sin mucho en común, salvo la lista, se escapan del hospital para emprender su última aventura.

 

Um filme que não deixa ninguém indiferente. Aliás, derramar algumas lágrimas, ainda que contidas em função do receio de ser visto por alguém no escurinho da sala, é requisito básico para captar bem a mensagem.  Sempre é hora de fazer (ou refazer) a lista de desejos a realizar...  



Escrito por Alisson Dias Gomes às 19h49
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Novo Amigo,

 

Preciso de você.

Mas que nunca preciso te contar. Falar o que tenho sentido. Como tenho visto o mundo. Não... Não estou disposto a jogar palavras ao vento ou ficar tão-somente com elas para mim. Venho, pois minha ânsia de escrever faz com que veja em você, um Novo Amigo. Ou seria mais justo, um Velho Amigo? Num passado não distante estivemos muito próximos, mas me descuidei e te deixei de lado. Por isso, hoje, volto e reconheço que é momento de pedir desculpa. Tentarei cuidar melhor de você e com a freqüência que me for permitido, compartilhar com você o que tenho vivido.

 

Alisson  



Escrito por Alisson Dias Gomes às 19h29
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